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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

"Numa realidade tão minha"

Ao acordar numa realidade tão minha, entendo ser, entendo existir. Ao abrir os olhos, foco a consciência para a tão colorida Nebulosa que me agarra e tenta puxar para junto do seu ser pacífico e espiritual, fruto de uma vida de sabedoria.
Digo não e solto-me, eu quero viver, eu quero sentir, eu quero mudar e crescer. Todo o brilho que me seduzia desvanece e surge uma tenebrosa escuridão que se alimenta do pior de mim.
Estou perdido no escuro, de todos os sentidos surgem memórias que julgava ter escondido nos mais reservados cantos da minha mente, obrigam-me a fechar os olhos para que não sinta a dor que me tentam causar. Aos meus olhos deixo as lágrimas delicadas que os acompanham para que não se sintam sós, ocupo-me de dar visão ao coração para que consiga encontrar um caminho.
Após um longo tempo de busca pelo caminho, ganho a percepção de que o mesmo não existe, isto é a alternativa à Nebulosa, as memórias ingratas com o tempo apagadas, as trevas com sapiência perdem força, e surgem os vividos mantos de estrelas que embalam a minha realidade.
Navego a paz e voo a maturidade, uma lua faz com que me apaixone por si, um sol faz de mim guerreiro do respeito e dos valores, sou mais um herói.
Há tempo para quase tudo, embora seja pouco, não na minha realidade, aqui libero o tempo de trabalhar, aqui ergo o infinito do melhor do meu ser, o pior libero junto do tempo. É agora que percebo, construí a minha  Nebulosa, construí-a para mim, e mesmo não querendo, também eu um dia tombo, mas ela ergue-se perante de quem a procura, e eu faço de uma realidade tão minha, uma realidade para todos.