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domingo, 8 de setembro de 2013

"Nós interditos"

Os entrelaçares dos amores,
são algo que não entendo,
porque não pode afinal,
amores com cada qual,
ser algo, simples, menos horrendo ?! ... 

Que terror é este que invade a minha alma ?! ...
Que nós são estes, que entrelaçam os meus sentimentos ?! ...
Ó Deus dos infinitos, dizei-me com calma,
porque me sufoco em tamanhos descontentamentos ?

Aventuras impossíveis a meu ver,
mas que me matavam a sede de sentir a ternurenta chama amada ! ...
Porque não posso eu, mergulhar em sentidos orgásmicos, 
pela troca da mágoa, pela lágrima derramada ?

Senhor, sabes quem sou ?
Uma pobre peça esculpida ferozmente e inacabada,
será que um dia, serei congratulado,
com algo mais que não este meu fado ?
Este meu calcanhar de Aquiles ! Esta enormíssima fantochada ?! ...

A minha alma é apunhalada vezes e vezes sem conta,
destino cruel este, que não me deixa chegar onde quero, quando quero,
fazer do amor, pássaro livre, sentimento que voa,
em vez de ficar preso, à mais escura e profunda masmorra ? 

Força de vontade emana de mim, mas será que vale a pena ?
Será que mais uma tentativa, se transformará vagarosamente noutra apunhalada no meu coração ?
Noutra lágrima derramada ? Noutro grito enfadonho da minha alma presa ? 
Rezo a Deus num ato de fé e a mim, num ato de teimosia feroz de leão,

Consiga eu soltar amanhã, rugidos de alegria,
nos mais belos vales, nascentes, montanhas e pomares que a minha alma atinge! 
Que consiga eu, tingir os nós todos de preto, para que mesmo misturados,
Me confundam a vista e consiga eu assim, rejubilar, de alegria !