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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

"Ao encontro das ideias"

Passam horas, dias, semanas, meses e anos e o que mais queres é ir de encontro ao futuro, ir de encontro aos sonhos, mas quando chega a altura em que ficas realmente sozinho, percebes por fim que se alguém te vai ajudar realmente a viver, esse alguém és tu mesmo, o teu verdadeiro ser.
Tentas seguir os ideais da sociedade, da amizade e do amor e depois percebes que as coisas não se formam dessa maneira na tua mente. Os familiares também magoam, os amigos também não estão sempre quando mais precisas, o amor torna-se traiçoeiro, as pessoas em teu redor enchem-se de falsas morais, falsas ideias, não se mostram como realmente querem. Uns lutam por se vulgarizar achando que se tornam fortes, com esta doença da popularidade, que não passa de um sonho que arde como uma chama acesa presa num recipiente, basta-lhe pouco tempo para que acabe o oxigénio e a mesma se apague e deixe de ser notada. Outros falam de ideais que não conhecem, de dor que nunca sentiram, de uma vida que nunca viveram, em cima de um palco aguardam as palmas da plateia, mas nunca se lembram que é esta mesma, que mantém as luzes da ribalta acesa e que basta um sopro de um novo artista para as mover ao encontro de outra peça.
Porque é que não vivem os outros de acordo com o que lhes vai na alma? Custa assim tanto, ser notado como um ser humano ? Mostrar que se gosta de ser mesquinho, invejoso, infiel, bruto, brincalhão, piegas, chorão,espontâneo, ingénuo, imaturo e obcecado?! Se o ser humano erra, porque tentam todos serem admirados pelo que não são?
Quando te encontras realmente, percebes que erraste, que queres mudar e que vais lutar por isso. Percebes que outros erraram contigo e vais em busca do perdoar, pois também tu queres perdão pelos teus erros passados.
O teu verdadeiro ser, é um ser imperfeito aos olhos da tristeza, mas aos teus olhos, é agora uma figura de barro pronta a ser esculpida, conforme os sentimentos, os erros, as tristezas e alegrias, é tempo de usar a mestria e sapiência de o fazer com calma, vivendo a tua forma que tão perfeitamente é imperfeita, ao passar as horas,  os dias, semanas, meses e anos.