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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

"O que fica ainda por dizer..."

Já pararam para pensar, em todos os momentos, tão vividos e sentidos que passaram ? Em todas aquelas situações fortes e marcantes que ficaram a partir dai vincadas na alma? No que ficou ainda por dizer?
Penso que num grande momento de reflexão e introspecção, todo esse pensar brota dos vasos do esquecimento, como tal, também os meus vasos se encheram de rebentos de ideias, perdões e desculpas, quando me confrontei em silêncio, perdido nos livros, mantos de estrelas, mantos de lã, nuvens de fumo e o cheiro sedutor do café quente.
Tão pura a natureza dos rebentos, nascem verdes e frágeis e já foram parte de uma horrenda semente enrugada e seca. Olhei para elas seriamente e disse para mim mesmo, precisam de ser regadas, então soltei lágrimas às ideias, perdões e desculpas e elas cresceram mais um pouco.
Saboreei de olhos fechados o travo forte do café, lancei mais fumo ao ar, respirei fundo e das profundezas do meu coração, num pequeno vale deserto, desenterrei uma bola de luz que encadeou todo o vale, ja lhe fora dado tantos nomes, eu chamo-lhe de paz e consciência, a mesma, fugiu de dentro de mim e aqueceu os rebentos com o seu calor e eles cresceram fortes e esbeltos.
O engraçado do percurso, é que mesmo não sabendo se ia conseguir dar continuidade de vida às três plantas, lutei com força pelas mesmas e quem diria, sinto-me mais feliz, e sinto-o realmente comigo mesmo. Quem diria que apenas três plantas me fariam uma pessoa melhor, mais alegre, mais leve? Quem diria que seriam estas plantas a renovar o ar abafado que circulava na minha mente, estou bem, realmente bem e agora posso perguntar com ironia e de sorriso aberto, o que fica ainda por dizer ? Nada... e o nada é tão reconfortante.