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domingo, 11 de maio de 2014

" Pensei..."


Parei e olhei, para comigo pensei,
diante das chamas vibrantes e eloquentes,
e quantos são os sonhos...
e quantas são as vontades...
e quantos são os desejos, as esperanças e ansiedades!

A cada estalar do carvão, este que se cobria de cinzas,
parei e olhei, para comigo pensei,
e o rompente da paixão...
e as tardes de diversão...
são saudades de historias perdidas, deixadas, esquecidas!

O calor e luz, abafados e sedutores,
o cheiro da madeira, do café, ou dos livros envelhecidos,
e parei e olhei, para comigo pensei...
e os dias frios de inverno, ao frio no relvado...
por entre as pinhas e galhos, amando desesperado, era belo o ninho de amores!

E o conforto da lareira escasseia,
nascem as estrelas vermelhas em mantos cinzas,
estico as mãos e aguardo conforto,
mas parei e olhei, para comigo pensei!
Não és tu que dai vens, que pena... aqui só há poeiras!

Vem a escuridão, vence o ar gelado, suspiros soltei,
procurei a lua na janela, era bela mas não aquecia,
aos meus olhos vieram lágrimas e saudades de Sintra...
e agora... é esquecer e congelar no frio?
Parei e olhei, para comigo pensei... vem... eu esperarei!