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segunda-feira, 21 de março de 2016

"No dia..."

No dia em que partiste, o mundo desabou e não, não é exagero, não quando tu eras a razão de tudo. Viver a sonhar contigo, sonhar a viver para sempre a teu lado, mas tudo muda, tudo esfria, tudo desvanece. Sais-te tão prontamente como no dia em que nos olhámos sem nos olhar, silêncio outrora, hoje berros atulhados de raiva. No dia em que partiste caíram as asas, morri na terra, curvado perante a tristeza, tudo porque eras tudo, tudo porque amar deu espaço ao vazio. Custa, custa sempre, mas custa mais sabendo que havia tanto para dar, inovar, recrear, imaginar e viver... mas tudo tem um custo para existir um final, um final que não queria, mas já existe.
No dia em que partiste, o nexo deixou de se afirmar... silêncio, silêncio do desassossego agora.