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domingo, 3 de abril de 2016

" Lembras-te ?"

Tu nos meus braços onde eu sou o teu escudo e tu és o meu mundo... lembras-te? Tu ciente do meu devaneio por ti, eu embalando a tua alma... o tempo é rei mas quando quer mata, e assim o fez. Padeceram sonhos e projetos, calaram-se risos, cegou-se o amor, tudo em prol da ausência da vontade, vontade de mudar, construir, lutar, viver... e assim se morre ainda antes de nascer, assim se envenena o belo no mundo... e o laço no peito sufoca, brotam lágrimas, abraça-nos o silêncio. Lembras-te? Lembras-te do calor de um abraço, no arrepio de uma festa, dos nervos de um toque? Mas o tempo é rei, quando quer mata e assim o fez, tudo porque eras rainha neste nosso jogo e em vez de lutar, fugiste de um tabuleiro onde tu eras peça chave para tudo acabar bem, tudo ser glorioso. Tu no meu passado onde eu fui teu e tu eras minha. Tu no meu peito porque o passado vive em mim, mas morreu em ti...