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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Salsa

Originária do sul da Europa, a salsa é hoje conhecida em todo o continente. Introduzida pelos Romanos, obteve grande popularidade como erva culinária. As suas folhas são ricas em vitaminas A e C, sais minerais e ferro.

Cultivo da salsa:
Há três variedades principais que podem ser cultivadas com facilidade. A primeira, a salsa <frisada> ou de jardim, é um bom acompanhamento para sopas e saladas. Também é um dos principais ingredientes do bouquet garni. Outras variedades são a italiana, ou francesa, cujas folhas mais escuras e planas têm um aroma mais forte. Diz-se que em infusão estimula o apetite.

             




SALSA FRISADA
Petroselinum crispum, é uma variedade densa, de folhas compostas, que se cultiva tanto a nível comercial como doméstico e é muito popular. O caule é resistente e comestível, com mais sabor que as folhas.                                            







SALSA FRANCESA\ITALIANA
Petroselinum crispum, é uma variedade de folha plana e com um sabor mais intenso do que o da frisada. O caule é suculento e mais fino que o das outras variedades.


FOLHAS: As suas folhas frisadas e dentadas, de um intenso e verde sabor fresco, são uma importante fonte de vitaminas e minerais.

CAULE: O caule é resistente e comestível, com mais sabor que as folhas.





SEMENTES: As sementes são de um cinzento acastanhado. Tomadas em excesso podem ser tóxicas.







USOS; 

Culinário; Junta-se crua às saladas, finamente picada, é um ingrediente saboroso de empadões, sopas e preparados à base de ovos, peixe e batatas. A salsa é também um importante ingrediente de muitos molhos clássicos.

Medicinal; Um chá de folhas de salsa facilita a digestão. Eficaz nas pessoas que sofrem de retenção de líquidos, e também na artrite e na artrose. Uma colher de chá de folhas para uma chávena de água a ferver, três vezes por dia.
Tem uma acção benéfica sobre o sistema urinário e é um bom tratamento para os problemas de rins e bexiga. Mastigar as folhas elimina os cheiros do hálito.

PRECAUÇÃO; Não consumir em doses terapêuticas durante a gravidez nem se se sofrer de úlcera duodenal. A Aethusa cynapium, a falsa salsa, é similar à salsa italiana de folha plana, não se deve confundi-las. 




SALSA DE HAMBURGO
Uma espécie de bolbo, a salsa de Hamburgo não é muito popular. A raiz usa-se na cozinha e em infusão contra o reumatismo. Embora a salsa seja uma planta bienal, é preferível trata-la como planta anual. As flores são minúsculas e aparecem no segundo ano, quando a planta começa a decair e vai murchar.
Semeando-a com regularidade, estará disponível durante todo o ano, em particular se for protegida das geadas. Também se pode transplantar ou semear em vasos dentro de casa. A semente tem por vezes uma germinação muito lenta, mas pode prosperar se a terra for quente e húmida.
Recomenda-se pôr as sementes de molho duas horas para acelerar a germinação.

FOLHAS DE SALSA SECAS;
As folhas de salsa conservam bem o sabor depois de secas, embora desta forma seja melhor utiliza-las no final da cozedura.

CULTIVO;

Salsa - Petroselinum crispum

Duração: resistente bianual (é preferível considerá -la anual).
Altura: 60 cm.
Situação: soalheira ou com um pouco de sombra.
Terra: bem adubada e húmida. Ligeiramente alcalina e com boa drenagem.
Crescimento: semear da Primavera até ao final do Verão. Regar bem.
Conservação: secar ou congelar as folhas. Secar as sementes para infusões.

SEMEAR - Março, Abril, Maio
TRANSPLANTAR - Junho, Julho
COLHER - Junho, Julho, Agosto, Setembro, Outubro

Recomendações: A germinação pode ser lenta(até seis semanas), mas se antes de semear estiverem duas horas de molho, acelera-se o processo.


<< fonte; Planeta Deagostini, O segredo das plantas >>