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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

"De que adianta..."


Não sei para que insistes em estar comigo se no fundo não te chego.
De que adianta dormirmos juntos, passearmos juntos, filmes, jantares, noites em claro, se com tanto do que há de melhor o que tens a realçar é a tua falta de confiança em mim, em ti, em ambos. Tudo porque eu para ti não sou eu, eu para ti sou o cargo que ocupo, o de namorado, deixei de ser eu para ser uma figura moldada por tantos outros mais imperfeitos e desonestos que o agora, que o presente. Diz-me como se pode amar se não se respeita, não se confia, não se crê, não chega?
Deixa de procurar alguém que não existe, de ver sombras e fantasmas, de prever o imprevisível. A obsessão não serve o amor, desfaz o mesmo até que suma em rios de cansaço.